terça-feira, 6 de julho de 2010

Um sonho não acaba nunca, ele apenas é adiado


Vou te contar viu! Esta foi uma 6ª.feira diferente das demais. Brasil nas 4as. não tenho aula por causa do jogo. Mas como é dia útil, assistimos juntos eu, meus filhos e sobrinhos. Começa o jogo, espeto umas laranjas pra fazer uma graça, tiro fotos comendo a laranja e, pra aliviar a tensão, resolvo pintar minhas unhas de amarelo.Começamos bem, vamos ganhar, vamos passar pra semi... bom, o resto todo mundo testemunhou.

Quando o jogo terminou, corri pra minha caixinha de apetrechos para unhas, louca pela acetona. Tirei tudo. Uma forma de extravasar a bronca. Minha filha foi brincar com as amigas e nem ligou muito. Vi que meu filho correu pra seu quarto e arrancou as bandeirinhas que havia colocado na parede. Voltou pra sala chateado e quieto. Mas e as tantas bandeirinhas que enfeitamos a casa toda?”Ah essas pode deixar por enquanto, mãe.Quer saber de uma coisa, acho que fiquei mais triste quando o Corinthians perdeu na Libertadores”.., desdenhou.

Depois de escutar no rádio e na TV toda espécie de críticas e comentários sobre o vilão da vez, quem errou, por que não levou Fulano e Cicrano, no fim do dia precisei sair de casa pra ir ao mercado. E pude observar melhor a reação das pessoas. Apesar de fazer várias horas que o Brasil perdeu, muitas estavam com as camisetas amarelinhas, a pracinha está enfeitada, ninguém arrancou nada. Será uma espécie de catarse que a gente fica depois da derrota ou é patriotismo? Puxa, talvez não devesse ter tirado meu esmalte amarelo. Na hora de dormir meu filho assumiu a tristeza. “Mãe vai ser dificil dormir”

O problema é que a gente tem uma cultura de sempre apontar um vilão. Sempre foi assim e acho difícil mudar. Em 50 foi o goleiro Barbosa, em 86 foi o Zico que errou o pênalti, em 90 foi a era Dunga, em 98 falam que foi a Nike(meu Deus que absurdo esse e-mail que passam), em 2006 foi o meião do Roberto Carlos e tal. Agora querem jogar nas costas do Felipe Melo. Tá certo que o rapaz tem fama de esquentado, mas não é justo ele sozinho carregar essa responsabilidade. Até os gênios de cabeça fria, perfeitos se perdem às vezes, todos se lembram da cabeçada do Zidane no Materazzi na Copa passada né? Ou se esqueceram? Fazer o que, somos humanos.

Sou uma pessoa otimista. Vou começar a juntar uma grana pra assistir aos jogos aqui no Brasil. Tomara que façamos uma bonita Copa, que não haja muita roubalheira, muita corrupção(vichi acho que estou sendo otimista demais...). Bom, falando então em futebol, espetáculo, vai começar tudo de novo. O futebol ensina : caiu, levante e comece de novo. É uma filosofia que vale pra vida! Não entendo muito de bola, de tática, mas adoro futebol por ele ensina essas coisas pra gente.

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