
Sempre amei Copas do Mundo
Ah, como adoro Copa do Mundo! Aliás, nasci em uma delas. Foi na de 70, regada por lindas jogadas de Pelé, Gerson, Tostão e cia. Minha mãe fala que era aquela gritaria na sala e eu lá na barriga dela já cheia de euforia querendo participar. A primeira Copa de que me lembro mesmo foi a de 78 da Argentina, o diretor da escola soltou a gente mais cedo e adorei aquilo, pois era pra poder brincar.
Torcer mesmo só comecei na de 82, na Espanha. A gente se reunia pra assistir aos jogos de Zico, Sócrates e o Éder, af, como ele era lindo! Eu tinha pôster da seleção no meu quarto. Quando perdeu pro Paolo Rossi, chorei pácas. E vieram outras copas não tão notáveis, não tão marcantes, mas a gente sempre tava lá torcendo.
Ai a Copa de 94. Eu tinha acabado de me casar. E como eu e meu marido adoramos jogos de futebol, começou o lance de as pessoas virem assistir na nossa casa. Que delícia aquela Copa. Ai, mas e o medo de o Brasil perder de novo na maldição das 4as. de final? Tá certo que a gente tinha Romário e Bebeto, e o Dunga... mas havia uma cisma. Aquele jogo contra a Holanda, o gol do Branco que era tão criticado no time pelos jornalistas. Nossa como o Branco lavou a alma aquele dia. Senti pela TV, porque a gente joga junto com eles. Na hora dos pênaltis fui covarde, amarelei! Fui pro quarto, me enfiei embaixo do edredom pra não escutar. Voltei à sala na hora em que o Baggio, que chutou pra fora, estava cabisbaixo. E o Taffarel vibrando! A gente fez fogueira com os vizinhos, uma festa só! Comprei um livro do Orlando Duarte sobre a História das Copas pro Seu João, meu pai.. Foi sua última Copa. Logo depois ele se foi. Seu amor por jogos e por Copas ficou aqui com a gente. Imagino que ele acompanha os jogos até hoje com o radinho de pilha no ouvido, e me emociono com isso.
Cara e 98? Pra mim mudança de vida total! Estava com um filhinho de 2 anos e uma filhinha pra nascer. Grávida de 7 meses, eu torcia mesmo assim pra valer. Quando ficava nervosa saia da sala pra não assustar a bebê. Na final com a França fizemos feijoada. E aprendi que comer feijoada não traz sorte em finais. A feijoada "Azidane" não caiu bem.
Veio 2002, a primeira Copa do milênio. E bem lá longe no Japão e Coréia. O cardápio era diferente: Sai de cena a cerveja e entra bolo, café com leite, pão, cobertor e pijama porque era de madrugada. O jogo mais eletrizante para mim foi contra a Inglaterra. O Beckham lá, se achando e vai o Ronaldinho Gaúcho e faz aquele gol maravilhoso, inesquecível. E a gente pulando e gritando de pantufa. Ronado Fenômemo, Rivaldo, Roberto Carlos, Felipão. A música deles era "Deixa a vida me levar, vida leva eu....., Festa do Gueto por vir pode chegar. Em 2006 já foi o fim de uma Era. Muito oba oba, muita tietagem e falta de foco. Acredita que naquele dia a gente comeu feijoada????? Por isso é que nunca mais vou comer feijoada em jogos da Copa, Deus me livre.
Bom, agora ta começando tudo de novo. Estamos adiantados aqui em casa. O álbum já esta completo com todas as figurinhas. A casa já está cheia de fitinhas verde e amarelas e bandeirinhas do Brasil. A molecada já pintou a rua. Não tem como a gente não se contagiar com o clima que toma conta do país. Agora a gente assiste mesmo aos jogos que não são do Brasil. A gente aprende a pronunciar até aqueles nomes difíceis de jogadores da Eslovênia, da Grécia rsrsrsrsrs. E nos tornamos técnicos, comentaristas de Tv e de rádio. E gente se une, debate com quem a gente nem conhece. Se estamos na rua, num ponto de ônibus e vemos uma TV num boteco, damos um jeitinho de ver e ouvir o que estão falando, sorrimos mais pras pessoas, mesmo desconhecidas da gente. Por isso é que amo as Copas. A gente sai mesmo da Rotina. É uma delícia!
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