terça-feira, 6 de julho de 2010


Sempre amei Copas do Mundo
Ah, como adoro Copa do Mundo! Aliás, nasci em uma delas. Foi na de 70, regada por lindas jogadas de Pelé, Gerson, Tostão e cia. Minha mãe fala que era aquela gritaria na sala e eu lá na barriga dela já cheia de euforia querendo participar. A primeira Copa de que me lembro mesmo foi a de 78 da Argentina, o diretor da escola soltou a gente mais cedo e adorei aquilo, pois era pra poder brincar.
Torcer mesmo só comecei na de 82, na Espanha. A gente se reunia pra assistir aos jogos de Zico, Sócrates e o Éder, af, como ele era lindo! Eu tinha pôster da seleção no meu quarto. Quando perdeu pro Paolo Rossi, chorei pácas. E vieram outras copas não tão notáveis, não tão marcantes, mas a gente sempre tava lá torcendo.
Ai a Copa de 94. Eu tinha acabado de me casar. E como eu e meu marido adoramos jogos de futebol, começou o lance de as pessoas virem assistir na nossa casa. Que delícia aquela Copa. Ai, mas e o medo de o Brasil perder de novo na maldição das 4as. de final? Tá certo que a gente tinha Romário e Bebeto, e o Dunga... mas havia uma cisma. Aquele jogo contra a Holanda, o gol do Branco que era tão criticado no time pelos jornalistas. Nossa como o Branco lavou a alma aquele dia. Senti pela TV, porque a gente joga junto com eles. Na hora dos pênaltis fui covarde, amarelei! Fui pro quarto, me enfiei embaixo do edredom pra não escutar. Voltei à sala na hora em que o Baggio, que chutou pra fora, estava cabisbaixo. E o Taffarel vibrando! A gente fez fogueira com os vizinhos, uma festa só! Comprei um livro do Orlando Duarte sobre a História das Copas pro Seu João, meu pai.. Foi sua última Copa. Logo depois ele se foi. Seu amor por jogos e por Copas ficou aqui com a gente. Imagino que ele acompanha os jogos até hoje com o radinho de pilha no ouvido, e me emociono com isso.
Cara e 98? Pra mim mudança de vida total! Estava com um filhinho de 2 anos e uma filhinha pra nascer. Grávida de 7 meses, eu torcia mesmo assim pra valer. Quando ficava nervosa saia da sala pra não assustar a bebê. Na final com a França fizemos feijoada. E aprendi que comer feijoada não traz sorte em finais. A feijoada "Azidane" não caiu bem.
Veio 2002, a primeira Copa do milênio. E bem lá longe no Japão e Coréia. O cardápio era diferente: Sai de cena a cerveja e entra bolo, café com leite, pão, cobertor e pijama porque era de madrugada. O jogo mais eletrizante para mim foi contra a Inglaterra. O Beckham lá, se achando e vai o Ronaldinho Gaúcho e faz aquele gol maravilhoso, inesquecível. E a gente pulando e gritando de pantufa. Ronado Fenômemo, Rivaldo, Roberto Carlos, Felipão. A música deles era "Deixa a vida me levar, vida leva eu....., Festa do Gueto por vir pode chegar. Em 2006 já foi o fim de uma Era. Muito oba oba, muita tietagem e falta de foco. Acredita que naquele dia a gente comeu feijoada????? Por isso é que nunca mais vou comer feijoada em jogos da Copa, Deus me livre.
Bom, agora ta começando tudo de novo. Estamos adiantados aqui em casa. O álbum já esta completo com todas as figurinhas. A casa já está cheia de fitinhas verde e amarelas e bandeirinhas do Brasil. A molecada já pintou a rua. Não tem como a gente não se contagiar com o clima que toma conta do país. Agora a gente assiste mesmo aos jogos que não são do Brasil. A gente aprende a pronunciar até aqueles nomes difíceis de jogadores da Eslovênia, da Grécia rsrsrsrsrs. E nos tornamos técnicos, comentaristas de Tv e de rádio. E gente se une, debate com quem a gente nem conhece. Se estamos na rua, num ponto de ônibus e vemos uma TV num boteco, damos um jeitinho de ver e ouvir o que estão falando, sorrimos mais pras pessoas, mesmo desconhecidas da gente. Por isso é que amo as Copas. A gente sai mesmo da Rotina. É uma delícia!

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